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Matéria Capa 14

 


10 CEO'S falam sobre inovação

por Márcio Junior

O Brasil subiu 21 posições no Indicador Global de Inovação 2011 (The Global Innovation Index). O ranking é calculado anualmente pelo Insead, uma das principais escolas de negócios da Europa, em parceria com a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Wipo, na sigla em inglês), agência ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Se parece bom, é importante lembrar que o país havia caído 18 posições em 2010. Os novos dados colocam o Brasil na 47ª posição em termos globais. Assim, nos anos recentes, o país passou de 50º (2009) para 68º (2010) e, agora, para 47º (2011). Com o novo resultado, o Brasil ficou na frente de países como a Rússia, Índia e Argentina.

O relatório destaca a posição paradoxal do Brasil, muito bem colocado no chamado Output SubIndex (32ª posição), liderando todos os países em desenvolvimento, e muito mal colocado no chamado Input SubIndex (68ª posição).
No lado positivo, estão itens como aumento da produtividade da mão de obra, exportações de serviços de computação e comunicações e exportação de serviços criativos.

Mas os maiores destaques estão nos gastos em pesquisa e desenvolvimento em relação ao PIB (24ª), ecologia e biocapacidade (7ª), capitalização do mercado (23ª), valor total de ações comercializadas (27ª), empresas que oferecem treinamento formal (13ª) e importação de bens de alta tecnologia (15ª).

O Serviço Nacional da Indústria (Senai), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou a relação de 96 empresas do ramo industrial (arrecadadoras para o chamado Sistema S) que tiveram seus projetos de inovação reconhecidos e serão financiados por bolsas especiais do edital Senai/Sesi de Inovação 2011.

O valor individual da bolsa é R$ 300 mil por projeto escolhido. Caso o projeto tenha sido contemplado simultaneamente pelo Sesi e pelo Senai o valor sobe para R$ 400 mil.

O Sesi escolheu projetos que incorporem melhoria na qualidade do trabalho e para a mão-de-obra (projetos de responsabilidade social, educação, saúde e segurança do trabalho, cultura, esporte ou lazer) e o Senai para inovação tecnológica no processo produtivo ou na manufatura finalizada.

Inovação nas empresas
No total, R$ 26 milhões serão destinados às empresas (R$ 16 milhões do Senai, R$ 7,5 milhões do Sesi e R$ 2,5 do CNPq). De acordo com a organização, o valor da premiação poderá alcançar R$ 59 milhões com a contrapartida de parceiros, como as universidades, instituições de apoio à pesquisa, cooperativas e os departamentos estaduais do Sesi e Senai. As empresas terão 20 meses para desenvolver os projetos apresentados.

Com uma infraestrutura de tecnologia e profissionais experientes e capacitados para o desenvolvimento de produtos e processos nos diversos setores industriais, o Senai vem apoiando a competitividade da indústria brasileira com a realização de projetos de pesquisa aplicada em parceria com empresas, apoiando a inovação, a proteção da propriedade industrial, a prospecção e a difusão de tecnologias. Para conhecer o potencial do Senai no desenvolvimento de produtos e processos, e a capacidade de realização de pesquisa aplicada, entre em contato com o Senai em seu estado.

A falta de inovação da indústria instalada no Brasil costuma ser criticada por cientistas e pesquisadores, e também por representes de agências públicas de fomento à pesquisa. A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, declarou que “a indústria tem que ser convencida de que tem que contratar profissionais qualificados. É um erro acreditar que o lucro vem no dia seguinte”.

Aprender a inovar
O analista de Desenvolvimento Industrial da Unidade de Inovação Tecnológica do Senai, Alysson Andrade Amorim, considera estratégicas as indústrias investirem em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PDI).

“As empresas precisam aprender a inovar e estruturar melhorar suas áreas de PDI e capacitar melhor os grupos para que eles consigam desenvolver ideias, que geralmente estão fundamentadas nos problemas que enfrentam”, disse ao salientar que a inovação torna a economia mais competitiva e reduz dependência externa.

Esta é a oitava edição do Edital Senai/Sesi de Inovação. O setor com mais empresas premiadas é o de alimentos e bebidas (17 projetos) e o estado com mais indústrias contempladas é o Rio Grande do Sul. Empresas de porte diferente, desde microempresas a empresas de grande porte tiveram projetos acolhidos.

Um erro comum no Brasil costuma atrapalhar a relação entre empresas e universidades: supor que o sistema de inovação de um país funciona com instituições acadêmicas gerando integralmente o conhecimento e empresas apenas recebendo as novas tecnologias.

Ao contrário: a empresa é um local privilegiado para gerar conhecimento. A análise foi feita por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, durante evento promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). “A ideia é fomentar o entrosamento do cientista com a indústria instalada no Brasil. Essa relação às vezes sofre com preconceitos de lado a lado. O cientista é visto como alguém dedicado somente a assuntos abstratos e a empresa como desinteressada pela pesquisa. Queremos mostrar que academia e empresas não têm mais interesses divergentes”, disse.

A empresa é um lugar muito privilegiado de produção de conhecimento. Nos países desenvolvidos isso fica evidente. Mesmo quando não há um centro de pesquisa formal, há gente resolvendo problemas e gerando conhecimento o tempo todo. No entanto, esse pesquisador que trabalha na empresa está sempre interagindo com as universidades, que auxiliam nas soluções de problemas dentro de uma pauta formulada pela própria empresa.

Os pesquisadores das empresas, em um bom sistema de inovação, não estão isolados, pois a universidade continua sendo um referencial.

“Antes de trabalhar na empresa, esse profissional estudou em algum lugar. E, quando tem um problema para resolver no laboratório, ele aciona sua rede de contatos, buscando auxílio com os colegas, professores e grupos de pesquisa que ele sabe que podem ter as respostas”, disse.

Pouco investimento em inovação
Brito Cruz traçou um retrato do setor de inovação no Brasil e, em particular, das relações entre universidades e empresas.
O dispêndio total de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil em 2008 foi de 1,09% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 23 bilhões. Desse total, 54% vieram de fontes públicas e 46% do setor privado.

“Podemos verificar que a porcentagem do PIB que o Brasil aplica em P&D fica abaixo dos países com os quais queremos competir. No entanto, há uma grande heterogeneidade no país e, se observarmos os números de São Paulo isoladamente, vemos que o estado tem um dispêndio de 1,7%, maior que o da Espanha, da Itália e do próprio Brasil”, destacou.

A restrição de investimentos governamentais não é o principal problema para nosso sistema de inovação, quando são comparados os quadros de dispêndio em P&D no setor público. No dispêndio governamental o Brasil investe 0,7% do PIB e nenhum país passa muito de 1%. É no dispêndio do setor privado que se encontra a principal diferença entre os países. Enquanto o dispêndio empresarial em São Paulo é de 1% do PIB, nos Estados Unidos e Alemanha o investimento é de cerca de 2% e países como Japão, Coreia do Sul e Suécia investem mais de 2,5%. Nesses países as empresas não enfrentam as graves restrições que as empresas brasileiras precisam encarar o custo tributário gigantesco, o custo dos juros e de um câmbio anômalo - vale mais a pena investir em aplicações que em pesquisa - e um custo trabalhista imenso.

Não se trata de dizer que as empresas brasileiras não sabem ou não querem investir em pesquisa. O que ocorre é que elas não conseguem, porque o peso dessas restrições é muito grande. O ambiente é hostil. Em São Paulo a situação é um pouco melhor, porque as empresas da região têm mais competição internacional.

Pesquisadores nas empresas
Uma das dificuldades enfrentadas pelo sistema brasileiro é o número de pesquisadores nas empresas: são poucos e com tendência de redução. Hoje são cerca de 133 mil pesquisadores no Brasil, sendo 57% em universidades e 37% em empresas. A Pintec 2010 mostra uma redução na quantidade de pesquisadores na empresa.

O número de pesquisadores nas empresas no Brasil aumentou até 2005, quando atingiu 50 mil e caiu entre 2005 e 2008. O Brasil tem hoje 45 mil pesquisadores em empresas. A Coreia do Sul, com um sétimo da população, tem 166 mil. E os Estados Unidos têm 1,1 milhão. Nosso pequeno dispêndio em P&D se manifesta concretamente no pequeno número de pesquisadores.

As patentes em empresas também são um indicador no qual o Brasil deixa a desejar. A China teve um crescimento espetacular nesse aspecto: o número de patentes em empresas foi multiplicado por 10 entre 1994 e 2004. O número de patentes chinesas registradas nos Estados Unidos em 2004 era de 404 e em 2009 passou para 1.655. O Brasil teve 106 patentes registradas nos Estados Unidos em 2004 e apenas 103 em 2009. Podemos verificar uma tendência à estagnação, nesse aspecto, a partir de 2003. A Espanha, que tem o mesmo número de pesquisadores que o Brasil, tem três vezes mais patentes.

Brito Cruz destacou que a relação entre universidades e indústria não se limita aos estudos conjuntos. “Além de pesquisas conjuntas, as universidades e empresas também estabelecem suas relações na forma de um fluxo de estudantes, de contatos informais com pesquisadores da universidade e da empresa, de conferências, de revistas especializadas, de copublicação, de mobilidade de pesquisadores que tiram licença para trabalhar na empresa, ou para fazer um doutorado, de contratos de pesquisa, de contratos de patente e licenciamento, de spin-offs e da construção conjunta de laboratórios de pesquisa”, disse.

Biorreatores de leveduras
Gonçalo Amarante Guimarães Pereira, coordenador do Laboratório de Genômica e Expressão do Instituto de Biologia da Unicamp, apresentou a palestra “Rotas verdes para o Propeno”, sobre um projeto PITE FAPESP-Braskem.

Segundo Pereira, o projeto de pesquisas foi motivado porque a Braskem tinha o objetivo de chegar a 2012 entre as dez maiores empresas do setor de petroquímica. Em 2010, a empresa já havia chegado à quarta posição no mundo em seu setor. Uma empresa desse porte não sobrevive sem inovação.
O primeiro contato entre a Braskem e o grupo de pesquisas da Unicamp foi induzido pela empresa, em 2007. “Já estava em desenvolvimento uma tecnologia de polietileno verde que, do ponto de vista químico, é uma coisa simples. Hoje, a Braskem tem uma planta de 200 mil toneladas produzindo polietileno verde. Mas, no caso do propeno, não havia tecnologia simples, nem complexa. Chegou-se à conclusão de que, para produzir o propeno, seria preciso investir em ciência”, explicou.

O projeto utilizava biologia sintética para utilizar leveduras como biorreatores para produção de glicerol a partir do caldo de cana. Com um novo biorreator, uma bactéria, eles passaram a produzir propanol.

Os resultados objetivos do projeto foram a formação de mestres e doutores, seis patentes sendo uma delas nos Estados Unidos, alguns artigos e o desenvolvimento de um organismo industrial e de um processo. Tudo funcionou tão bem que a Braskem, uma empresa de petroquímica, resolveu investir no desenvolvimento de um laboratório de biotecnologia.

O novo laboratório da Braskem terá 40 pesquisadores até o fim do ano, segundo Pereira. Um aspecto importante é que esse projeto abriu postos para doutores e pós-doutores na empresa. Como esses estudos exigem sigilo, a tendência é que os pesquisadores se desliguem da universidade para trabalhar na empresa. Por outro lado, há também uma tendência de manter relações de longo prazo.
Inovação precisa de um time

A Höganäs tem 214 anos de atividade e, ao longo do tempo, tem se reinventado. A empresa começou a funcionar como mineradora de carvão, depois mudou a atividade para cerâmica. “Dos anos 1940 para cá, começou a produzir pó de ferro. A companhia percebeu o grande potencial de inovações que tinha e, em 1999, resolveu sair da Suécia para o mundo”, conta Reche. “Com o pó de ferro é que ela se tornou mais conhecida. Hoje, ela tem 35% do mercado mundial”, diz. A unidade brasileira atende a toda a América Latina, da qual detém 86% de participação no mercado.

A produção de pó de ferro é uma atividade siderúrgica. Consiste na queima de sucata de ferro a uma temperatura de 1.600 graus centigrados, que faz com que o ferro se torne líquido. Um jato de água fria jogado sobre o ferro quente produz o pó. Claudinei Reche considera a questão de sustentabilidade proporcionada pelo produto da empresa como o seu maior diferencial. “Transformamos sucata em matéria-prima, que é utilizada por diversos tipos de indústria.”

A empresa tem centros de pesquisa na Suécia, nos Estados Unidos, China e Bélgica. São 120 pessoas dedicadas à pesquisa e inovação, ou cerca de 7,5% do total de funcionários. Segundo o presidente no Brasil, os investimentos em pesquisa chegam a US$ 25 milhões anuais. Na operação local, há um grupo de cinco pesquisadores, cada um se dedica a uma área com sua equipe. “Temos um grupo que trabalha em ações aplicadas ao meio ambiente, outro para uso do pó de ferro na remediação do solo”, exemplifica Reche.

Há pesquisas em que a Höganäs trabalha junto com parceiros. A companhia fornece pó de ferro para a indústria de autopeças testar na substituição de materiais. Segundo Reche, na fabricação de componentes automotivos, o uso do pó permite a economia de 40% em energia na comparação com o ferro em si. “Essa é uma vantagem para os fabricantes de automóveis”, afirma o executivo.

Nessa linha de pesquisa, a empresa tem participado do desenvolvimento de motores feitos com pó de ferro, que são 25% mais leves que os motores comuns, permitindo economia de energia. Já foi criado o protótipo de uma bicicleta elétrica, cujo motor é feito com pó de ferro. Segundo o engenheiro Pedro Mazza, responsável pelo projeto, a bicicleta tem autonomia de 25 quilômetros. “O grande salto vai ser dado na área de transmissão veicular, com a troca de peças que antes eram usinadas para a produção das sinterizadas”, complementa o engenheiro.

Reche conta que uma das peças que desenvolveu em parceria foi um garfo usado na transmissão automotiva, totalmente feito com pó de ferro. “Já tem gente no exterior interessada”, revela. “Estamos fazendo um kart que será usado nas Olimpíadas de 2016”, conta Reche. O veículo será utilizado para o transporte de atletas durante o evento e o motor será feito com pó de ferro. “O Rio precisa apresentar soluções ambientalmente corretas”, diz o CEO da Höganäs.

Muitos desafios para 2012
Em 2012 a Kondor completa 35 anos de atividade, prestando serviços de usinagens e fornecimento de peças de alta precisão destinadas aos setores automotivos, de tratores, implementos agrícolas entre outros. Durante estes últimos anos a empresa teve como meta garantir a qualidade dos serviços para todos os seus clientes. Somos certificados pela ISO 9001, 14001 e previsão de março receber a certificação TS.

Desde 2008, estamos sediados em Itaquaquecetuba, investindo em novas tecnologias e equipamentos. A Kondor adquiriu um dos maiores centros de usinagens já produzidos no Brasil, e em equipamentos de origem japonesa, coreana e de outros grandes países. Entre 2009 e 2010 preenchemos todo o espaço do nosso galpão de 4000 m², e em 2011 fizemos nossa reestruturação interna, reforçando a engenharia e o setor de qualidade, para assim obter uma maior consistência tecnológica. Isso tudo como estratégia para possível ampliação e preparo para o promissor crescimento do nosso país.

“Com certeza sabemos que devido a situação do mercado, poderemos ter um início de 2012 bastante difícil, com o câmbio desfavorável, com o alto custo da produção brasileira e com a tributação elevada de nosso país, corremos um grande risco de desindustrialização. Mesmo o nosso mercado teve que optar por investimentos em importados, principalmente os asiáticos, devido ao custo, e assim muitos poderão fazer caso não haja uma alteração no atual cenário econômico”, salienta Kazunari Okimasu, presidente da Kondor.

Tecnologia desenvolvida no Japão
A Nachi Fujikoshi Corp, é uma empresa multinacional fundada em 1928. Conhecida pelo excelente desempenho de seus produtos devido ao grande desenvolvimento tecnológico, a Nachi é uma referência no progresso mundial a nível de inovação e know-how de soluções às necessidades cotidianas.

Os principais produtos comercializados pelo grupo Nachi são: rolamentos, ferramentas-de-corte, máquinas operatrizes, equipamentos hidráulicos, robôs industriais, sistemas de controle ambiental e aços especiais, entre outros.

A Nachi Brasil foi fundada em 1972, tendo começado suas atividades em 1973. No Brasil é especializada na produção de rolamentos de esferas e ferramentas-de-corte. A Nachi Brasil vem aumentando sua participação no mercado local através do fornecimento de produtos próprios que tem como premissa básica a alta qualidade e confiabilidade. Atuando com o firme propósito de continuar investindo no Brasil tanto através de incremento na capacidade produtiva de rolamentos e ferramentas, como divulgando e comercializando outras linhas de produtos do grupo.

“Toda a tecnologia e inovação são desenvolvidas no Japão e rapidamente transferida a outros países, para que o produto lançado seja fabricado em todas as unidades fabris, assim não ficamos defasados no mercado. As máquinas ultrapassadas são modernizadas para deixar tudo atualizado par aumentar nossa capacidade de inovação, explica Yasuhiro Kumaki, direto-presidente da Nachi do Brasil”

Placo inova e amplia sua capacidade produtiva
O crescimento e a estabilidade da economia no Brasil observada nos últimos anos e a participação futura de nosso país em eventos mundiais como a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, contribuíram para a significativa e crescente demanda do setor da construção civil por alternativas construtivas inovadoras que reduzam os prazos das obras e seus custos, e que propiciem racionalização de mão-de-obra e redução na geração de resíduos. Nesse cenário, o Drywall, se mostra uma ótima alternativa para atender as exigências do segmento em relação à praticidade, flexibilidade, produtividade e seu consumo no mercado da construção vem aumentando constantemente.

Esta crescente demanda pelo sistema Drywall, com taxas acima de 20% de crescimento nos últimos anos, fez com que a Placo do Brasil antecipasse seus planos de expansão para o ano de 2011. Ampliando sua capacidade produtiva em 50% o projeto de ampliação e execução foi realizado por uma equipe de especialistas nacionais e internacionais da Placo em conjunto com empresas de renome mundial, capacitando a fábrica para uma produção anual de 22 milhões de m2 de placas de gesso.
“A Placo conta atualmente com um parque fabril renovado e com equipamentos de altíssima tecnologia, levando-a a posição de uma das mais modernas fábricas da América do Sul em placas de gesso, com produtos inovadores, de alta qualidade e excelente produtividade, características essenciais no segmento da construção civil”, salienta o diretor geral da Placo, Sandro Magilieri.

Atenção aos sinais do mercado
Após 16 anos no mercado de moda como diretora da Duplo A Confecções que possui duas marcas próprias e produz private label para conceituadas marcas nacionais e internacionais, por isso acredito que a cada dia fica mais visível a necessidade de inovar e surpreender o mercado consumidor.

A Duplo A se atenta a identificar sinais, como oportunidades técnicas e mercadológicas, pois no segmento de moda, transformação e velocidade caminham juntas, em função disso buscar a inovação para transformar oportunidades em novas ideias e a projetá-la em diferentes frentes, pesquisar o ambiente externo e interno da empresa a fim de processar sinais de ameaças e oportunidades de mudanças. Realizar estudos de tendência de mercado, participar de feiras e eventos do segmento e atenção às necessidades do consumidor, ações da concorrência e movimentação dos fornecedores. “Para inovar é preciso implementar, adquirir o conhecimento necessário, gerar conhecimento interno, executar o projeto de desenvolvimento, lançar o produto e gerenciar a adoção inicial além de sustentá-la a longo prazo, seja para a melhoria de um produto já existente ou para o lançamento de um novo produto”, afirma Ana Paula Figliolino, diretora da Duplo A Confecções.

O presidente da IBM Brasil, Ricardo Pelegrini, alerta que o Brasil precisa avançar urgentemente em termos de inovação para manter o crescimento acelerado que vem registrando, principalmente no que diz respeito a aplicação de recursos privados em inovação. CEO’s de grandes empresas citam, entretanto, questões como custo, falta de recursos, financiamentos, retorno sobre o investimento e déficit de profissionais como barreiras para o aumento dos investimentos em inovação por parte das empresas no Brasil. Citando dados do Ministério da Ciência e Tecnologia, Pelegrini lembrou que enquanto no Brasil o setor privado investe apenas 0,5% do PIB em inovação, em países como Japão e Estados Unidos os índices são de 2,7% e 2,9%, respectivamente. “Temos um gap muito grande de investimento em TI e pesquisa, desenvolvimento e inovação. Temos espaço para melhorar e devemos buscar incentivos para expandir os investimentos em inovação”, frisou.

O CEO do Pão de Açúcar, Enéas Pestana, justifica que para o varejo é muito caro investir em inovação tecnológica. Ele cita que as oportunidades geradas pelo avanço da tecnologia são enormes, mas de difícil implantação por conta do custo elevado. “Existem diversas tecnologias que poderíamos implantar em larga escala, como etiquetas eletrônicas, chips para identificação de produtos, mas isso não é possível por conta do preço”, diz. Outro ponto levantado pelo executivo é a falta de acesso ao financiamento voltado para inovação. “É outra barreira. Precisamos de mais dinheiro”, comentou.

Artur Grynbaum, CEO do Boticário, salientou que também deve ser avaliado o retorno sobre o investimento quando se aplica recursos em inovação. “É uma análise difícil”, comentou, acrescentando que a questão da educação também é primordial para a expansão da inovação tecnológica. Para tanto, ele propõe parcerias entre universidades e empresas privadas. De acordo com o executivo, é necessária a formação de profissionais especializados.