Exper News - Matéria de Capa

Matéria Capa 27

 


Mercado Ético

Mercado Ético é um elo da rede Ethical Markets, plataforma mundial de comunicação criada pela economista Hazel Henderson, para difundir informações, práticas, estudos e reflexões que inspirem e motivem pessoas a se engajar na construção de sociedades mais justas e ambientalmente equilibradas. Dedica atenção especial aos temas relacionados à sustentabilidade nas relações econômicas, tais como:
* Ética e responsabilidade social nos negócios;
* Governança e cidadania corporativas;
* Investimento socialmente responsável;
* Eficiência energética;
* Pesquisa, desenvolvimento e implantação de matrizes energéticas baseadas em fontes limpas e renováveis;
* Contenção da pegada ecológica, redução do desperdício e produção mais limpa;
* Inovação para a sustentabilidade;
* Diversidade, bem-estar e respeito aos direitos humanos nas relações de trabalho;
* Políticas públicas de desenvolvimento local e combate à pobreza;
* Economia da atenção; comércio justo e consumo consciente.

A rede Ethical Markets está presente nos cinco continentes, por meio de ações editoriais, sites, publicações, séries para TV e rádio. No Brasil, é responsável por Portal Mercado Ético, dedicado à veiculação de notícias, reportagens, artigos, programas de webtv e podcasts sobre temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e pelo programa Novos Tempos, apresentado por Christina Carvalho Pinto.

Em uma análise abrangente das iniciativas mundiais mais avançadas para conservar o planeta, as pessoas e os lucros, Hazel Henderson mostra uma nova economia produtiva e rentável, que coexiste em harmonia com a Terra e com o bem-estar social.

Com inteligência, lucidez e entusiasmo, o Mercado Ético analisa em profundidade este novo modelo que avança a passos rápidos em todo o mundo e em todos os setores da economia. Empreendedores, ambientalistas, cientistas e outros profissionais visionários fazem parte deste momento.

Através da Ethical Markets seus idealizadores promovem a reforma do mercado global, com foco nos governados e organizações verdes com as melhores práticas, para elevar os padrões em todo o mundo, dispomos de um dos melhores modelos do comportamento. Muitas organizações ao redor do mundo querem licenciar nossos programas de TV e investir em nosso negócio. Agradecemos o voto de confiança, mas a nossa missão é ainda a reforma dos mercados e atrair investidores ligados às empresas e organizações que têm atuado de forma ética.

O Ethical Markets Series TV é uma revista de estilo de vida financeira disponível para assistir a qualquer momento onde leva através de cases reais de pessoas, empresas e organizações preocupadas sim em ganhar dinheiro, mas respeitando as pessoas e o meio ambiente. As histórias são visualmente atraentes e apoiadas com dados, depoimentos e estatísticas.

Mercado Ético é um audacioso empreendimento em algo que logo será considerado o maior e mais importante da história humana, o esforço para vislumbrar um modo de vida que aumente tanto o bem-estar humano quanto a integridade ecológica.

A maioria das pessoas não tem consciência de que todos os noticiários financeiros e empresariais, políticos e econômicos baseiam-se em estatísticas econômicas que refletem apenas metade de toda a gama de produção, serviço, investimentos e intercâmbios de valores ou mercadorias nas sociedades; e só metade destes é realizada em dinheiro.

Na Eco 92 os 170 países se comprometeram em fazer revisões nos seus índices do PNB e PIB e buscar melhores critérios para medir desemprego, o trabalho não remunerado, juntamente com os custos e benefícios sociais e ambientais. Pelo menos 50% de toda a produção, mercadorias e serviços, em todas as sociedades industriais, e até 65% em muitos países em desenvolvimento, nunca são levados em conta nas estatísticas do PNB oficial, porque não são remunerados. Esses setores não monetários que sustentam a economia financeira são conhecidos como “economia de doação”. Recentemente, os economistas começaram a chamar atividades essenciais como essas de capital social. Enquanto os economistas ainda contabilizam as donas de casa, e as mães e os pais que ficam em casa como “desempregados e não economicamente ativos”,

O desenvolvimento de um país normalmente aparece nos meios de comunicação como sinônimo do aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e da economia em geral. Mas tais índices de capital não conseguem mapear com profundidade as melhorias que uma nação obteve em um determinado período de tempo.

O crescimento econômico se desdobra em muitas melhorias para um país, desde que haja políticas públicas e privadas que contribuam para que o montante de capital não se concentre em uma pequena parcela da população, como acontece em países como a China e o Brasil. Esses países, denominados de emergentes, apresentaram um alto acúmulo de capital (PIB) nos últimos anos. Contudo, mantêm um IDH baixo.

No Brasil há muito que melhorar na repartição da renda, na educação e saúde e a China tornou-se um dos países ditos emergentes, com o segundo maior PIB, mas à custa de uma mão de obra mal remunerada e com uma condição de vida nada satisfatória para a massa trabalhadora.

Segundo o relatório do Desenvolvimento Humano 2011, o crescimento desenfreado do consumo entre os povos com mais posses de todo o mundo está a exercer uma pressão inaudita sobre o ambiente. As desigualdades persistem. Hoje em dia, há mais de 900 carros por cada 1.000 pessoas em idade de poderem conduzir nos Estados Unidos da América e mais de 600 na Europa Ocidental, mas menos de 10 na Índia. As famílias dos EUA têm, em media, mais de dois televisores, enquanto na Libéria e no Uganda, menos de uma família em cada 10 tem um televisor. O consumo doméstico de água per capita nos países com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito elevado, de 425 litros por dia, e mais do que o sêxtuplo do que se verifica nos países com IDH baixo, onde ronda, em media, os 67 litros por dia.

Em alguns aspectos, os padrões de consumo estão a convergir, com as pessoas de muitos países em vias de desenvolvimento a consumirem mais bens de luxo: a China prepara-se para alcançar os Estados Unidos da América como o maior mercado de consumidores de luxo do mundo. No entanto, mesmo entre os países com IDH muito elevado, os padrões de consumo variam. O consumo representa 79% do PIB no Reino Unido e 34% em Singapura, apesar do IDH quase idêntico dos dois países. Entre as explicações para estas diferenças estão os padrões demográficos e as normas sociais e culturais, que afetam as práticas de poupança, por exemplo.

Ao mesmo tempo, as ligações com o desenvolvimento humano são frequentemente quebradas, assunto explorado no Relatório do Desenvolvimento Humano de 1998: os produtos novos são frequentemente direcionados para os consumidores mais ricos, menosprezando as necessidades dos pobres nos países em vias de desenvolvimento.

A educação pode ter uma importância fulcral na moderação do consumo excessivo. Tais esforços foram promovidos pela declaração da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014) pela Assembleia Geral da ONU e pelas atividades da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura orientadas para o encorajamento do consumo sustentável.

Na economia mundial dos nossos dias os produtores de pequeno porte até países inteiros podem ser deixados de fora do processo de barganha da OMC.

“A realidade é que as decisões de compra de fazemos todos os dias têm um impacto enorme sobre o que acontece nas florestas tropicais da América do Sul, da África, da Ásia, em todo o mundo”, afirma Chris Mann CEO da Guayaki Company.
O IDH global elevou-se fortemente nas últimas décadas, mas o que nos reserva o futuro? Como poderão os valores do IDH variar para os países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento até 2050? E com que rigores poderão as limitações ambientais e da desigualdade afetar esse avanço?

A sustentabilidade é moda e muitas vezes mal empregada, começou a ser usada em 1999 com a divulgação do relatório das Nações Unidas sobre o desenvolvimento sustentável, Our Common Future, presidido pelo primeiro-ministro da Noruega, o Dr. Gro Harlen Brundtland, um médico que mais tarde se tornou o chefe da OMS. Esse relatório definia desenvolvimento sustentável como “o desenvolvimento que atende as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras de atenderem as suas necessidades”.

Em uma tentativa de promover a conservação de energia, a Agência de Proteção Ambiental iniciou o programa Energy Star em 1992. O que começou como uma maneira de combater o desperdício de energia de computadores abrange atualmente mais de 50 categorias de produtos. Obviamente, o programa evoluiu, mas o propósito continua o mesmo: conservar energia por meio das inovações da tecnologia. De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, “somente no último ano, os norte-americanos, com a ajuda do Energy Star, economizaram energia suficiente para abastecer 10 milhões de casas e evitar emissões de gás de 12 milhões de carros, o que corresponde, no total, a 6 bilhões de dólares”.

O preço da conversão para produtos Energy Star pode ser alto no início. Para fazer uma geladeira consumir menos energia, os fabricantes devem gastar dinheiro em pesquisas e desenvolver inovações de energia. O Energy Star incentiva os fabricantes a encontrarem maneiras mais baratas de fabricar esses produtos, mas o custo da inovação é, muitas vezes, transmitido ao comprador. Porém, você pode recuperar o custo com o tempo, por meio de contas mais baixas de serviços públicos, e o governo federal dos EUA também oferece descontos e abatimentos de impostos para incentivar os consumidores a trocarem produtos comuns por produtos que tenham o selo Energy Star.

A Full Jazz é a primeira agência de comunicação Carbono Zero do mercado. “Compensamos as emissões de Gases de Efeito Estufa das nossas atividades por meio do mecanismo do Desmatamento Evitado, em áreas com estoque de carbono auditado e acompanhado, no Paraná. Fazemos reciclagem de resíduos sólidos e adotamos metas de economia água e energia, estimulando os funcionários por meio de campanhas internas. No que se refere ao nosso produto, desde a nossa fundação não atendemos empresas com produtos danosos ao ser humano. Adotamos critérios éticos na criação das estratégias, campanhas e demais projetos de comunicação apresentados aos clientes, preservando e valorizando a criatividade como elemento essencial em nosso negócio; em defesa da verdadeira inovação, repudiamos abordagens danosas aos valores essenciais, que estimulem o consumo desenfreado e aleatório daquilo que não é necessário, que criem estereótipos depreciativos das pessoas e da realidade, que estimulem a mentira, o individualismo, o materialismo, o medo, a culpa, o ego, a intolerância. Pelo contrário, buscamos sempre uma criatividade que contribua para elevar a autoestima das pessoas e para fortalecer valores, como transparência, ética, saúde, afeto, humor, família, conexão com a natureza e coletividade”, explica Christina Carvalho Pinto, presidente do Grupo Full Jazz.