Exper News - Matéria de Capa

Matéria Capa 09

 


A revolução IP não pára mais

por Exper News

Cada vez mais empresas que querem crescer e continuar móveis está modernizando tanto seus sistemas de telefonia quanto suas redes de dados. “Com uma rede IP consolidada para dados e voz, a empresa pode diminuir os custos para a administração, manutenção e operação de sua rede dupla. Ao mesmo tempo, a empresa pode abrir um novo mundo de comunicações para os funcionários e parceiros de negócios, salienta Ediney Ramalho, diretor da RCOM Telecom.

Hoje em dia, a interação técnica de TI e telecomunicações já produziu um grande número de estilos de trabalho previamente inconcebíveis. A virtualização faz com que o trabalho seja mais móvel.

Empresas de seguro, por exemplo, começaram a basear seus sistemas de telecomunicações inteiro na rede. Telefones “não inteligentes” podem acessar independentemente funções e os clientes se beneficiam com a distribuição inteligente de sua chamada para o consultor certo, que imediatamente acha o arquivo da pessoa que faz a chamada em sua tela. “Mas a rede IP pode fazer muito mais. É capaz de disponibilizar dados e aplicações em qualquer lugar. Por exemplo, para serviços em campo, funcionários em filiais e em casa ou trabalhadores externos, que recebem um escritório inteiro no bolso da jaqueta em forma de um stick UBS. Dessa maneira, podem acessar os dados corporativos rápidos e confiavel de qualquer lugar e também podem conectar-se com a rede de voz rápida da empresa, suave e economicamente, salienta Ronaldo Ionta, diretor da RCOM Telecom.

Essa nova independência de local e o acesso conveniente e seguro dos dados corporativos dá às empresas a oportunidade de reduzir espaços de escritórios redundantes e de transformar o espaço de trabalho necessário no local em salas e estações de trabalho para utilização flexível.

O trabalho de equipe também está se tornando mais eficiente graças às redes IP. Um exemplo é a Comunicação Unificada, nas quais vários canais de comunicação e aplicações são agrupados num sistema comum e conectados diretamente à rede TI. Dessa maneira, funcionários podem iniciar chamadas ou reuniões espontâneas com chats e acesso conjunto de dados diretamente do Outlook. O novo mundo de IP também está ajudando a reduzir o stress de viajem e o bloco de custo associado com reuniões.

Telepresence refere-se a tecnologia de vídeoconferência que pode ser instalada regionalmente ou no mundo todo, onde os participantes da reunião têm a impressão de estarem sentados na mesma mesa. A percepção de “uma sala única” é produzida pela tela de alta resolução, a mobília idêntica das salas de conferência, sistemas de áudio de alta qualidade e a transmissão por banda larga sem nenhum retardo de tempo.

A convergência da mídia, dados e voz oferecem uma variedade de novos serviços e novos meios para as tecnologias de redes celulares aumentando, desta forma, exponencialmente a quantidade de dados para serem analisados, correlacionados de e para diferentes fontes de dados.

Esta miríade de opções oferece aos fraudadores um leque variado de novos meios para cometer fraudes ainda não previstas, tais como as que acontecem na internet.

A natureza IP dos serviços de nova geração possibilitará a concorrência de atividades paralelas pelo assinante e a maior complexidade da cadeia de valor terá como consequência:

A necessidade de pontos de controle para os sistemas de nova geração deverá ser em maior número e mais complexos. A interação da monitoração dos assinantes com a monitoração de uso da rede. O gerenciamento de vulnerabilidades nesse ambiente convergente onde os mundos de telecom e datacom se encontram, inclui as ameaças do mundo datacom, tais como: Hacking; Spoofing; Trojan-Horses; Denial of Service; Malware; entre outros.

Neste ambiente surge como tendência a ocorrência de fraudes cada vez mais técnicas e uma diminuição de perdas financeiras para as operadoras devido a adoção em maior escala do modelo de cobrança “Flat Fee” para Voz e volume de Dados trafegados. A perda financeira deverá ser focada para serviços e conteúdo.

Por outro lado as operadoras deverão assumir maior responsabilidade em relação ao anonimato dos fraudadores ao lidar com os conteúdos ilegais trafegados em sua rede, tais como: conteúdo pornográfico, terrorismo, pedofilia e lavagem de dinheiro. No mundo IP novas ameaças se fazem presentes, ameaças essas que vão além das perdas financeiras, tais como:

Falsificação de Identidade, onde o usuário esconde sua identidade através de um assinante real, funcionando como um disfarce ideal para o tráfico de drogas, o crime organizado, o terrorismo e a lavagem de dinheiro.

Perda de Qualidade do Serviço devido ao consumo de recursos da rede: DoS, Spam, Malware.

Violação de SLA por meio da manipulação de indicadores de qualidade de serviço, onde Provedores de Conteúdo cobram por qualidade de serviço não ofertado.

Utilização imprópria de serviços e conteúdos, realizando a revenda não autorizada de conteúdos de terceiros.

Deterioração da imagem da operadora, devido a Interrupção de Serviço, provocando perda (Churn) de assinantes lucrativos.

Perda de conteúdo pelo usuário final (ringtones, filmes, etc.), quando da ocorrência de problemas no terminal celular e não existência de política (serviço) de backup oferecido pela operadora. Sabotagem de Serviços em geral.
Responsabilidade Social e Política relacionada ao anonimato de atividades ilegais, tais como: Pedofilia, Pornografia, Terrorismo, Lavagem de Dinheiro.

Segue de quem é a responsabilidade pela segurança nas redes móveis IP? Provedores de Rede; Provedores de Acesso à Rede (LAN, ADSL, Fibra, Rádio); Provedores de Serviço e Conteúdo; Provedores de Serviço de acesso à Internet; Fabricantes de Terminais; Usuários e Assinantes. No caso dos fabricantes de terminais, com o acesso livre à internet e um ambiente não proprietário e fechado, eles deverão dar uma atenção muito maior à segurança dos terminais.

As operadoras não deveriam atuar passivamente em relação às ameaças (vírus, spam, etc.), pois podem derrubar sua rede e afastar seus assinantes lucrativos. No nível de infraestrutura de rede, começam a se equipar para monitorar e filtrar conteúdos corrompidos, spams e vírus.

A RCOM Telecom tem um portfólio de produtos muito bom, baseado em IP. “Estamos trazendo vários clientes para esse portfólio. Temos que fazer mais do que vínhamos fazendo. O objetivo principal é dar foco, e aumentar a representatividade para o crescimento de nossos clientes”, salienta Ediney Ramalho, diretor da RCOM Telecom.

A globalização da manufatura levou à globalização de aplicações, e nós somos o agente promotor disso, o facilitador. Porque, agora, com a tecnologia IP, tanto faz aonde você está. Uma empresa que tem um design center no México e outro na China, e trabalha 24 horas por dia para desenhar um carro. Ele começa a desenhar às 8 horas da manhã até às 8 horas da noite no México, e continua das 8 da manhã até às 8 da noite na China. Isso faz com que o ciclo de design para desenhar um carro, que era de oito meses, passe a ser quatro ou cinco. Isso promove um ganho de produtividade muito grande, que é a grande área em que todo mundo quer investir.

No mercado norte -americano ainda existe um grande volume de chamadas de longa distância, de voz. Esse balanço as próprias empresas americanas estão fazendo agora. O mesmo acontece com aplicação de voz. Ou, exemplo mais radical ainda: a mudança que houve do telefone analógico para o digital. Está havendo uma transição, e essa mudança está indo de ATM para IP. E com isso está havendo uma consolidação do IP com a tecnologia da informação.

A rede é global. Depende da situação geográfica em que se encontra o cliente. Para o cliente não importa qual a conectividade que você está usando, e sim qual o tipo e a qualidade dos serviços em nível global.

Hoje o custo para o cliente é menor, isso é uma tendência mundial. Você passa a ter hosting feito de um lugar para o mundo inteiro. Você passa a ter uma rede gerenciada desse tipo em que o cliente pode até comprar esse serviço, e não precisa tê-lo dentro de sua empresa. Então, o que está acontecendo é que, dado o fator econômico dessas propostas, dada a capacidade de uma rede como a nossa, de poder transmitir essa tecnologia para aonde você quiser, na transição de um produto para outro, o cliente acaba até comprando mais aplicativos pelo mesmo dinheiro. Por isso, é que existe o aumento de produtividade. Porque o custo nominal que o cliente tem é o mesmo, mas a quantidade de aplicativos que ele tem é muito maior.

Pensando em transição de tecnologia, existe um crescimento muito grande na área de IP, na transferência de produtos da linha de ATM para a linha de IP. E a posição atual da RCOM Telecom está alinhada a essa tendência mundial.