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Comportamento

 


Os dispostos e disponíveis funcionam como imãs

por Renata Klingelfus

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Apesar de não ser cientista ou psicóloga, sempre fui interessada na mente e no comportamento humano, além de apreciadora de livros como o Segredo e autores como Louise Hay, que sempre nos mostram e nos colocam no controle das coisas.

O que mais gosto nestes livros e autores, é que além de nos colocarem como responsáveis por absolutamente tudo que acontece em nossas vidas, exemplificam como podemos mudar as situações através da nossa mente, confiança e atitudes. Se quisermos um emprego, de alguma forma precisamos atrair isso e grande parte é confiar e agradecer pelo que está já definido e a caminho. Parece superficial, mas tem estudos que comprovam que funciona. A questão é outra. Será que queremos mesmo este emprego? Ou um relacionamento? Mais filhos? Nossa mente é dúbia e muitas vezes, não quer algo que, racionalmente achamos dever querer. Querer por quê? Porque é assim que funciona. Ter filhos por quê? Porque é o que esperam de nós.

Até por conta da evolução da tecnologia e de um contato facilitado que não requer voz ou contato físico, noto que a síndrome da ausência de tempo só avança. E com isso as pessoas e as relações muitas vezes são deixadas de lado, no fim da fila e vão se perdendo com o tempo ou com a falta dele.

Entendo que é mais ausência de prioridade do que de tempo, porque tempo a gente tem e arruma, mas claro, escolhemos o que para nós é mais importante naquela janela diária. Por isso, que os melhores amigos em muitos casos deixam de ser aqueles velhos amigos de infância ou da faculdade e dão lugar aos amigos que novos ou velhos, estão dispostos e disponíveis.

Qualquer relação, seja profissional ou profissional, demanda tempo, vontade, disposição, energia, troca, respeito e disponibilidade. Se realmente quisermos um relacionamento precisamos estar dispostos e disponíveis para isso. Precisamos estar abertos e receptivos. Da mesma forma com um emprego, ou com uma mudança de emprego. Se no fundo pensarmos que mudar de emprego dá trabalho, ou é cansativo, ou é difícil, não estamos 100% abertos a esta novidade. E os amigos? Se gostamos deles, mas recusamos todos os convites e raramente tomamos a iniciativa de marcar alguma coisa, começamos a cair na fila do esquecimento ou na lista de amigos virtuais. Todos querem pessoas dispostas e disponíveis ao redor. Mas, para isso, precisamos ser e estar em primeiro lugar.

Se a bola está conosco, então só precisamos nos apresentar para entrar em campo e jogar. Por menos: vamos marcar alguma coisa... eu te ligo ... um café qualquer hora ...estou com saudades ... como vai a vida? ... precisamos nos ver ... nossa, faz tanto tempo!

Se curtir, compartilhar e marcar virtualmente é bom, imagina como pode ser pessoalmente? Ai que loucura!

“Admiro gente que trabalha bem...que diz que vem amanhã e vem, que diz daqui a pouco estou aí e logo em seguida chega ...que não falta, que não engana, nem mente pra gente. Ah ... como admiro gente assim ... Ah ... como é difícil encontrar gente assim ...”

Que estejamos dispostos e disponíveis somente por hoje.