Exper News - Colunista Epaminondas Nogueira

Dr. Epaminondas Nogueira

Dia do trabalho, dia da vitória e dia da esperança

Primeiro de maio é com justiça a maior data do trabalhador. É comemorativa da sua luta e da sua vitória mais expressiva que foi o estabelecimento da jornada de oito horas de trabalho. Algumas gerações já se sucederam desde aquele dia e para os trabalhadores de hoje esse direito parece tão elementar e natural que custa crer que um dia possa ter sido diferente. Que já houve dias em que se trabalhavam dezesseis, dezoito horas de segunda a sábado e nos domingos até a metade disso.E mais espantoso ainda que isso atingia as mulheres e as crianças. E ninguém está falando de povos miseráveis da África, da Ásia, da nossa América paupérrima, mas de ingleses, alemães e outros tantos considerados ricos e civilizados. 

Pois, era assim desumanamente que aqueles velhos capitalistas e os antigos operários se tratavam. O importante hoje é compreendermos que as pessoas modificaram as suas ideias não por terem se tornado boas, civilizadas, evoluídas mas foram arrastadas a isso pelo desenvolvimento do mercado livre. A economia de todos e de cada um gerou o mundo novo em que temos a sorte de viver. 

Aqueles velhos capitalistas compreenderam que o crescimento das suas fábricas dependia do consumo dos produtores e que mais rico fica quem distribui mais. Foi dessa forma que o Henry Ford popularizou o automóvel. Ao invés de planejar um bem para a classe a, para os ricos, ele aumentou os salários dos seus empregados para que pudessem comprar os seus carros. É assim no comércio internacional em que um país empresta dinheiro a outro para que este possa lhe comprar o que produz, por exemplo, trigo, tecnologia e toda espécie de bens. 

Até pelo contrário se prova o acerto desta tese, pois, as sociedades escravocratas que viviam à margem do trabalho livre o desenvolvimento era muito menor. A conclusão óbvia é a de que a economia tem o tamanho da massa de salários. 

E a conclusão seguinte é a de que os capitalistas e os trabalhadores, ainda que lutem por suas reivindicações, são complementares e interdependentes. Tanto issoé certo que o desemprego gera prejuízos para todos, miséria e reduções de fortuna para todos, inclusive, até mesmo para os que parecem estar levando vantagens que acumulam como dinheiro sem circulação proveitosa, como acontece com os tesouros.

Portanto, todos devem se empenhar para aumentar o número de postos de trabalho, aumentar os salários e vencimentos pagos uma vez que esse volume de dinheiro não ficará nas mãos dos trabalhadores, mas voltará às fábricas, às lojas, ao mercado multiplicando os bens e serviços que esses sim constituem riqueza da nação. 

A hora é de união pelo progresso, pela nossa gente e por nós trabalhadores. 

 

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