Exper News - Colunista Epaminondas Nogueira

Dr. Epaminondas Nogueira

Velho ano, novo ano, velho ano

O mundo é uma bola. Representamos pela circunferência e nela se confundem o local da partida e o da chegada de modo que o fim e o começo são o mesmo ponto.

Os antigos egípcios, os que construíram as pirâmides além de notáveis engenheiros, de grandes conhecedores de geometria, eram uns românticos e representavam o amor com as alianças, precisamente, porque o amor não tem começo e nem fim. A vida humana também pode ser representada assim. O povo costuma dizer que os velhos voltam a ser crianças e será que isso não é um sinal que as crianças no seu modo de ver o mundo já não nascem velhas? Atente o amigo para a escala de valores de uma criança. Que valor ela dá ao ouro? Mas, quando cresce e até chegar ao fim da vida o sujeito faz misérias por um punhado de moedas como se fossem objetos mágicos capazes de solucionar para sempre todos os seus problemas.

Nosso poeta maior, LUIZ DE CAMÕES, na Ode dirigida a Dom Antonio de Noronha, então Vice Rei das Índias, falando sobre o desconcerto do mundo em inspirados versos diz: “Quem tão baixa tivesse a fantasia, que nunca em mores cousas a metesse, que em levar seu gado à fonte fria e mungir lhe do leite que bebesse, quão bem aventurado que seria” Se a felicidade tem alguma fórmula, certamente, é a simplicidade. Basta que a gente se lembre que por grande que seja a vida a pessoa vai levar a mesma bagagem que trouxe ao mundo, ou seja, nada. Conta-se, também, que na antiguidade no tempo em que viveram Alexandre, o Grande, Rei da Macedônia e conquistador da Grécia, e, Diógenes, o filosofo eles somaram às muitas lendas passadas pela tradição a respeito deles a que vou contar agora. Alexandre estando próximo de Diogenes resolveu visita-lo e o encontrou recostado à entrada do barril em que morava. Todos os bens de Diogenes eram uma túnica de pele de carneiro, um par de sandálias e uma caneca.  Alexandre chegou no seu cavalo e lhe disse da sua admiração pela sua fama motivo por que queria presenteá-lo insistindo que pedisse o que quisesse. Diogenes então lhe respondeu: “Só não quero que me tires o que não me podes dar.” Isso fundiu a cuca do Alexandre naquele instante o homem mais poderoso do mundo que não estava tirando nada daquele mendigo quase nu e mais espantoso ainda que na opinião do mesmo mendigo estaria tirando uma coisa que não poderia lhe dar. Vendo que Alexandre não entendera mensagem o Diogenes apontou o Sol.  Aí a luz se fez  e Alexandre entendeu que estava fazendo sombra sobre Diogenes, atrapalhando o seu banho de Sol. Portanto o homem mais poderoso do mundo estava tirando do mendigo um bem que não tinha como lhe dar.

O orgulho não é nada diante da razão.

No novo ano ainda que seja muito parecido com o velho não se esqueça disso ainda que surjam sujeitos querendo lhe fazer sombra jamais conseguirão lhe tirar o SOL.  

Feliz 2017 e Viva a VIDA.

 

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