Exper News - Colunista Epaminondas Nogueira

Dr. Epaminondas Nogueira

O ano foi muito desafiador

Vamos caminhando para o fim de 2016 com a sensação da aceleração da passagem do tempo.  Ainda outro dia estávamos na expectativa do início do século, do terceiro milênio e hoje nos avizinhamos do fim da segunda década.

Que ano fantástico esse 2016 está sendo.  Quem poderia imaginar no início deste ano que terminaríamos com um novo presidente, com a eleição do João Doria, com o revés do Partido dos Trabalhadores, com a extensão da Lava Jato, com a ascensão do Donald Trump,   com a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia?

O ano passou como uma ciranda muito louca. Tudo se tornou instável, mas e sempre existe um MAS, sujeito aos males que intermitentemente nos afligem: recessão, inflação, juros pela estratosfera e mais as contas dos mistérios dolorosos: mais impostos e piores serviços, mais trabalhos e menos salários.

Deus nos guardou, pelo menos, de guerras, revoluções, conflitos religiosos, terremotos, tsunamis e coisas semelhantes.

A essa altura a cereja do bolo é o DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO que devemos agradecer ao PRESIDENTE JOÃO GOULART e ao seu MINISTRO DO TRABALHO, PROF. ANDRÉ FRANCO MONTORO, ambos de saudosa memória.

Para os trabalhadores, realmente, é uma benção que torna mais feliz e agradável a festa do fim do ano. Grande quantidade de dinheiro jorra no comércio e o consumo se expande, contas são acertadas. 

Para ter o dinheiro para cobrir a despesa com esse benefício toda a estrutura da economia tem que fazer reservas ou se endividar.    Isso é consequência da incapacidade que a população tem de fazer, ela própria, mês a mês uma poupança com essa finalidade.  Não fazendo isso no fim das contas tem que pagar mais pelos produtos já que o consumo cresce em poucos meses, o custo dos patrões sobe e os nossos bons amigos banqueiros agradecem  pelos bons serviços que lhes delegamos de guardar o dinheirinho de todos, de adiantar o necessário à despesa e cobrar os juros pelo que emprestam aos que se apertam para honrar o compromisso.

Se a turma tivesse o sadio hábito de poupar todos ganharíamos mais.

Outro exemplo da falta desse hábito é o FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO, para guardar o seu dinheiro o Governo criou toda uma extensa burocracia e acaba ficando com  a melhor parte uma vez que lhe concede, quando ocorre a hipótese, o capital com juros baixos.

A população deveria desenvolver o hábito da poupança, mesmo com apertos é sempre útil poupar.  E não se diga que poupança é só para quem tem riqueza. Na verdade só enriquece   quem vive mais pobremente do que pode, pois, é a diferença que vai se acumular e ser investida  para fazer crescer o bolo.

Pense nisso quando for às compras.  Prefira juntar dinheiro e pagar à vista.  No Natal quem tem que ficar de saco cheio é o Papai Noel e não você com preocupações de prestações, cartões e mais contas.

 

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