Programa corrige deformações de selfies e cria retratos que se mexem

fonte Inovação Tecnológica

Ao gerar uma correspondência entre a foto 2D e o modelo 3D, a técnica viabiliza a criação de retratos que se mexem, como os do filme Harry Potter

Um novo método de edição de fotos é capaz de corrigir as tradicionais distorções das selfies- fotos tiradas de distâncias extremamente curtas - para fazê-las se parecer mais com as fotos convencionais.

Apesar do sucesso estrondoso dessa "técnica de fotografia", o fato é que, devido à proximidade das câmeras, as selfies deixam o nariz maior, as orelhas menores, a testa mais inclinada e etc.

O novo programa de edição consegue modificar o rosto da pessoa para que ele apareça como se tivesse sido fotografado de mais longe, nas distâncias tradicionalmente escolhidas pelos fotógrafos profissionais. A ferramenta de edição também consegue alterar a postura aparente, como se a câmera estivesse colocada mais alto, mais baixo, ou em um ângulo.

Quando sobrepostas, imagens ajustadas deste modo podem ser utilizadas para gerar projeções 3-D da cabeça. Embora esta parte ainda não esteja pronta, os pesquisadores alegam que pode ser possível construir várias projeções 3D da cabeça da pessoa, gerando fotos que parecem se mover, como os retratos pendurados na escola de Harry Potter.

Mesclagem de técnicas

Para desenvolver a nova técnica de edição, Ohad Fried e seus colegas da Universidade de Princeton, nos EUA, partiram de um modelo para gerar cabeças humanas digitais em 3-D desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Zhejiang, na China.

A seguir, ele pegaram um programa disponibilizado por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, que é capaz de identificar cerca de 70 pontos de referência no rosto de uma pessoa, como os cantos dos olhos, a parte superior da cabeça, o queixo, e assim por diante.

Eles então fizeram um programa que ajusta o modelo 3D da cabeça para que ele corresponda aos pontos detectados na face. Em outras palavras, os olhos no modelo 3-D passam a corresponder ao local onde os olhos aparecem na selfie, e assim por diante com os demais pontos de referência.

"Embora estejamos na era das selfies, muitas pessoas não se dão conta do quanto esses autorretratos realmente não se parecem com a pessoa sendo fotografada porque a câmera está perto demais. Agora que as pessoas podem editar tantos aspectos de uma foto diretamente em seus celulares, queríamos proporcionar uma forma rápida para editar rostos que mantenha o realismo," disse Fried.

"Agora temos um modelo 3-D correspondente à imagem selfie 2-D," concluiu.