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Jovem Empreendedor


Jovens brasileiros querem ter o próprio negócio

por Thaíne Belissa

Desejo é um pouco mais forte nos homens do que nas mulheres

A maioria dos jovens brasileiros quer empreender. A conclusão é da segunda edição da pesquisa “Juventude Conectada”, realizada pela Fundação Telefônica em parceria com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e com o Instituto Paulo Montenegro. De acordo com o estudo, divulgado na última semana, em São Paulo, 65% dos jovens entrevistados preferem ter um negócio próprio a ser empregado de uma empresa. Por outro lado, a pesquisa mostrou que os motivos para empreender ainda são traiçoeiros e caem no velho sonho de sucesso e enriquecimento rápidos.

A pesquisa foi realizada com 1.440 jovens, de 15 a 29 anos, de todo o Brasil. De acordo com o levantamento, a maioria dos jovens entrevistados (65%) quer empreender. Mas esse desejo é um pouco mais forte nos homens do que nas mulheres. Entre os jovens do sexo masculino, 67% querem empreender, já entre as mulheres esse número é de 63%. Do total de entrevistados, apenas 27% preferem ser funcionários de uma organização e 8% não querem nenhum dos dois.

Para o presidente da Fundação Telefônica, Americo Mattar, esse número é reflexo da popularização do empreendedorismo no Brasil. Para ele, a tendência é de que essa taxa permaneça aumentando. “Eu acredito que esse movimento não tem mais volta. Mas isso não significa que a gente tenha que parar de falar sobre o tema, pelo contrário, o empreendedorismo tem que ser constantemente estimulado”, afirma.

Apesar de ser um número representativo, a porcentagem de jovens que querem empreender teve uma leve queda em relação à primeira edição da pesquisa, em 2013. Na época, a taxa era de 71%. Para o gerente de Projetos Sociais da Fundação, Luis Fernando Guggenberger, essa ligeira queda tem a ver com os efeitos pessimistas da crise econômica, mas também com a desinformação do jovem. “Este ano, as discussões na internet circularam muito no âmbito político e questões de gênero, enquanto que pouco se falou sobre empreendedorismo nas redes sociais”, destaca.