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Jovem Empreendedor


Universitários apostam em inovação para se destacar

por Mariana Sales

Uma ideia na cabeça e a vontade de fazer disso uma forma de ganhar dinheiro. É isso que motiva jovens universitários a investirem em projetos inovadores que surgiram ainda na faculdade para conquistar um lugar no mercado.

Um aplicativo para marcar consultas. Um filtro feito a partir das escamas dos peixes. Um teste de gravidez para vacas. Essas são ideias de jovens universitários que, com o objetivo de tirar seus projetos do papel, investem em ideias inovadoras.

Exemplo disso é o estudante de Administração Guilherme Guimarães, que se juntou a quatro amigos para criar o aplicativo Hora da Consulta. “Queríamos fazer algo novo, a partir de uma ideia original”, diz o jovem empreendedor.

Investir em ideias inovadoras faz parte da realidade de muitos universitários que buscam uma nova maneira de se destacar no mercado. “Hoje, as universidades conseguem enxergar a inovação como algo estratégico. Ter a capacidade de formar empreendedores é sinônimo de geração de riquezas”, afirma Leandro Barreto, gerente de Acesso a Inovação e Tecnologia do Sebrae da Bahia.

Com apenas quatro meses de existência, o Hora da Consulta já conta com 30 profissionais cadastrados. “Como cada um de nós faz um curso diferente, todos temos a oportunidade de aplicar nossos conhecimentos. Com isso, nosso foco agora é crescer”, conta o estudante de Administração.

Iniciativa premiada
Quando o aluno de Biotecnologia Steve Biko Ribeiro ingressou na faculdade, ele não imaginava que ali começava uma carreira de sucesso. “Vi na Biotecnologia a oportunidade de interferir no meio. Desde o início, buscava algo que me motivasse”, conta.

A partir da necessidade de investir em experiências que fossem além da academia, ele decidiu inovar. Ele desenvolve atualmente a Escama de Peixe Granular (EPG),  que produz filtros a partir da escama descartada dos peixes.

Aos 25 anos, ele é considerado uma das 50 mentes mais inovadoras do Brasil pela universidade americana Massaschussets Institute of Technology (MIT). “Meu maior objetivo é ver as pessoas usando algo criado por mim e deixar a minha marca”, afirma ele.

Em campo
Foi da vontade de empreender de outros dois alunos de Biotecnologia, com  amigos dos cursos de Medicina Veterinária e Engenharia Química, que surgiu a startup NBio Tecnologia. “É possível empreender, mesmo sem dinheiro. Se a ideia for boa, vale a pena investir tempo e buscar formas de financiamento”, conta Alexandre Galvão, um dos estudantes.

A ideia do grupo foi a de fabricar uma espécie de teste de gravidez para vacas utilizando uma gota de sangue do animal, o que até então  não existia no mercado.  A expectativa é  de  reduzir pela metade o tempo de espera para saber se a fêmea inseminada está ou não esperando bezerro.

À frente da disciplina Empreendedorismo e Biotecnologia, a professora Angela Rocha acredita que o incentivo na sala de aula á essencial para que os alunos desenvolvam os projetos. “Precisamos estimular a inovação nas faculdades. Quando o estudante é empreendedor, ele sai dos muros da universidade, coloca suas ideias no mundo”.

Mudanças
Leandro Barreto acredita que as ideias inovadoras dentro do ambiente universitário, a partir das pesquisas realizadas, têm se mostrado crescente. “Não é mais pecado que você coloque a inovação dentro das universidades. Uma coisa que impulsionou muito isso foi a Lei de Inovação Tecnológica”.

Aprovada em 2004, a lei de número 10.973 foi responsável pelo incentivo a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas.