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Ibéria está na lista de prioridades da Kaspersky

fonte Sapo Tek

Portugal e Espanha são dos mercados mais importantes para a Kaspersky. Em conversa com o TeK, o gestor do negócio ibérico sublinhou que o segmento empresarial está em franca ascensão e que o objetivo é manter uma posição de liderança.

Em Madrid, o TeK teve a oportunidade de falar com Alfonso Ramirez, o diretor-geral da Kaspersky Lab Ibéria, um dos maiores fornecedores de soluções de cibersegurança do mundo.

Ele diz que o segmento de consumo da cibersegurança é um campo de competição acérrima, onde a conquista de uma maior quota do mercado é uma batalha hercúlea. A Kaspersky quer manter a sua liderança no mercado, sem intenção, a curto-médio prazo, de aumentar a sua quota.

Por isso, o espaço para crescer está no terreno fértil do segmento empresarial, onde Ramirez diz que a Kaspersky está a investir bastante.

“A nossa posição é para manter. Queremos continuar a ser líderes no mercado do consumo”, explica o responsável.

No ramo B2B, a Kaspersky tem investido no desenvolvimento de soluções de proteção para sistemas bancários digitais, bem como para infraestruturas críticas. Estas últimas, de acordo com o responsável, são um dos projetos mais acarinhados pelo fundador da empresa, Eugene Kaspersky, e um grande foco de investimento.

Questionado acerca da quota de mercado B2C da Kaspersky na Península Ibérica, o gestor começa por dizer que não tinha conhecimento dos valores para Portugal, mas mostra-se seguro de que a empresa está entre os 3 maiores. “Se não somos líderes de mercado em Portugal, estaremos na segunda posição”.

Ele acrescentou que o preço para a obtenção desses dados, que diz serem fornecidos pela GfK, são demasiado elevados. Mais elevados do que os que dizem respeito a Espanha, lamenta.

Quanto ao mercado espanhol, dados que datam de julho deste ano indicam que a Kaspersky tem uma quota de cerca de 40% do mercado de consumo.

Ramirez reiterou o objetivo da empresa em manter a atual liderança, explicando que “passar de 40% para 41% seria muito dispendioso”.

A Europa é um dos grandes mercados da fornecedora de soluções de ciberproteção. Ele explicou que a Alemanha e a França ocupam, respetivamente, o primeiro e o segundo lugares na lista dos maiores mercados neste contexto geográfico.

 A Península Ibérica e a Itália revezam-se entre a terceira e quarta posições, “dependendo do mês”.

Contudo, Alfonso Ramirez diz que no mercado ibérico se têm observado “excelentes resultados”, com uma equipa de 50 funcionários alocados para este território.

A presença da Kaspersky em Portugal tem vindo a ser cada vez mais expressiva. O escritório local em Lisboa, com sete funcionários, inaugurado por volta de maio de 2009, é a prova disso mesmo. Estas instalações foram inauguradas aproximadamente um ano após ter sido aberto o escritório em Madrid, a sede da Kaspersky Lab Ibéria.

O plano é continuar a apostar na ampliação da presença física da empresa em Portugal, através do recrutamento de pessoal para o escritório na capital.

Mas Ramirez sublinhou que “a aproximação regional” é a chave para o sucesso da Kaspersky na Península Ibérica.

Ele disse que este ano, os segmento de consumo e empresarial vão representar, aproximadamente, a mesma percentagem de receitas no mercado ibérico. Mas prevê-se que o segmento B2B passe a ter uma maior preponderância do que o B2C já em 2017.

Foi explicado ao TeK que o negócio para o ramo empresarial divide-se em 3 principais focos de atuação: as empresas com 1 a 49 funcionários; as empresas com 50 a 999 funcionários; e as empresas com 1000 ou mais funcionários.

No primeiro segmento foi registado, entre janeiro e setembro deste ano, um crescimento de 34%, e no segundo um de 2%, dentro do mesmo período de tempo.

No último segmento, das grandes corporações, Ramirez avançou que se pôde verificar um crescimento de 46%, numa análise ano após ano.

Ramirez explica que, por não estar cotada na bolsa, a Kaspersky tem a autonomia e a agilidade necessárias para tomar decisões rápida e eficazmente, qualidades que considera serem essenciais num mercado em constante evolução.

Ciente de que a tecnologia não é uma “bala de prata” e que o ser humano é ainda o elo mais fraco da cadeia de cibersegurança, a Kaspersky tem vindo a desenvolver programas de treino para as empresas e os respetivos funcionários.

O gestor ibérico referiu que os colaboradores mais velhos, que não nasceram na Era da Internet e não são “nativos” do mundo da Tecnologia, não estão, na grande maioria das vezes, sensibilizados para os perigos que se escondem na esfera cibernética. Nesse sentido, a edução e o desenvolvimento ou fortalecimento de competências informáticas é crucial.

Ele diz que é preciso mudar as mentalidades dos funcionários, e consciencializá-los para os riscos de uma abordagem descuidada e ingénua ao universo online.